O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) ordenou a exclusão de postagens em quatro contas de redes sociais que vinculavam a governadora Raquel Lyra (PSD) a um suposto "gabinete do ódio". A medida ocorreu após constatação de que os posts combinavam trechos de uma reportagem da TV Record com legendas de cunho desinformativo.
A determinação, expedida no último sábado (29) pelo desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, estabelece o prazo de 24 horas para a retirada do material. Além disso, a Justiça requisitou à Meta (Facebook Serviços Online do Brasil LTDA) o fornecimento de dados cadastrais, registros de conexão e de acesso que permitam a identificação inequívoca dos responsáveis pelas páginas.
Foram alvos da ordem judicial as contas do Instagram @seremosresistencia — cujo titular é Denilson Cadete Arruda do Nascimento —, @bregabregoso, @recifeordinario e @pernambucoposting, sendo que os administradores das três últimas ainda não foram localizados.
Em sua fundamentação, o magistrado pontuou que o material induz o eleitor ao erro ao transformar suspeitas jornalísticas em sentenças definitivas, incentivando a disseminação de narrativas distorcidas. Entre as frases questionadas estavam alegações de que a emissora teria comprovado, em rede nacional, a existência de um esquema operado pela gestão estadual para difamar o adversário político João Campos.
O juiz destacou ainda que a reportagem original abordava investigações direcionadas aos dois principais candidatos ao pleito, visto que tanto Raquel quanto João Campos afirmam ser vítimas de ataques coordenados por milícias digitais.
Em nota oficial, o PSD celebrou o veredito da Justiça Eleitoral, classificando-o como um triunfo contra perfis que usaram o conteúdo veiculado pela TV Record na última terça-feira (25) para atribuir falsamente à chefe do Executivo estadual o comando de uma estrutura difamatória contra o concorrente do PSB.
